domingo, 15 de janeiro de 2012

Não a privatização dos Aeroportos Brasileiros

Foto João Zinclar: 21 de outubro de 2011: Trabalhadores aeroportuários de Campinas rejeitam proposta do Sina-CUT que havia sido aprovada em Guarulhos e Brasilia e decidem manter a Greve contra a privatização dos Aeroportos Brasileiro





É preciso resistir a agenda neoliberal de retomada das Privatizações


Depois de deixar suas marcas pelo mundo afora, principalmente nos EUA e Europa, o capital especulativo tal qual um vampiro em busca de sangue novo procura sua nova vítima e na mira está o Brasil. Sim o Brasil é a bola da vez e a Copa do Mundo de 2014 será pretexto para a execução das receitas do neoliberalismo, da ganância infecciosa que ainda perdura no mundo. E um dos grandes pratos recheados de file mignon é a privatização de empresas lucrativas, um exemplo clássico neste momento é a concessão de três dos principais aeroportos brasileiros administrados pela Infraero: Brasília, Guarulhos, e Campinas.


Como sabemos o processo de privatização no Brasil começou com o Governo Collor, expandiu no Governo FHC. Mesmo a grande vitória eleitoral de Lula duas vezes e de Dilma com discursos claramente em oposição à política de privatizações, estes não foram suficientes para derrotar os setores defensores do neoliberalismo dentro da sociedade brasileira. Como descreve a assertiva de Marcio Pochmann: Apesar disso, os defensores do neoliberalismo seguem atualmente inflexíveis, com críticas contínuas ao papel do Estado e ao gasto público, bem como à ausência das reformas de segunda geração (privatização do que ficou, como o Banco do Brasil, a Petrobrás, a Eletrobrás, a previdência e assistência social, entre outros).

O governo Dilma, cedeu à pressão dos setores privatistas da sociedade que tem como porta vez a grande mídia entreguista. No inicio do ano nomeou para a Secretaria de Aviação Civil e para a Infraero dois técnicos do mercado financeiro acostumados a tal prática. A privatização dos Aeroportos, mais uma série de tentativas de privatizações estaduais e locais nas áreas de saúde, educação, parques e outros significam a retomada no Brasil da nefasta e derrotada nas urnas: política de privatizações.

Urge a todos os movimentos progressistas e de esquerda da sociedade e demais movimentos organizados da sociedade brasileira uma união tática em torno da luta contra as privatizações.

É preciso retomar a unidade nesta luta, Como já aconteceu no passado na luta contra a adesão do Brasil a ALCA – Área de Livre Comércio das Américas proposto pelos EUA no inicio dos anos 2000. Como bem afirma o Jornalista Mauro Santayana: É preciso que os trabalhadores e estudantes tenham consciência de que lutar contra as novas privatizações não é ir contra o projeto de governo da presidenta Dilma, mas sim em seu apoio. E tem razão porque quem era a favor de privatização votou no Serra-PSDB e foi derrotado nas urnas.

Janio Ribeiro - Ativista Social e aeroportuário. Esteve no Forum Social Mundial em Porto Alegre em 2003

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